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RESUMO DESCRITIVO
Este Normativo contém as principais diretrizes, conceitos e procedimentos adotados pelo Conglomerado Pine a fim gerenciar o Risco de Mercado do Conglomerado Pine
Índice
1. Definição
2. Objetivo
3. Conteúdo
3.1. Abrangência e vigência
3.2. Público-alvo e responsabilidade
3.3. Manutenção documento
3.4. Registro da qualidade
4. Conceitos
4.1.Definição de Risco de Mercado
4.2. Risco de Taxa de Juros
4.3. Risco de Exposição Cambial
4.4. Risco de Commodities
4.5. Risco de Ações
5. Metodologias
5.1. Definição
5.2. Posições
5.3. Sensibilidades aos fatores de Risco
5.4. Testes de Estresses
5.5. VaR
5.6. Backtesting
6. Políticas
6.1. Política de Segregação das Operações
6.2. Política de Marcação a Mercado (MtM)
7. Processo de Gestão
7.1. Gerenciamento
7.2. Identificação do Risco
7.3. Mensuração do Risco
7.4. Análise do Risco
7.5. Relatórios de Risco
7.6. Limites de Risco
7.7. Monitoramento de Risco
8. Estrutura da Área de Risco de Mercado
8.1. Conselho de Administração:
8.2. Comitê de Tesouraria
8.3. Diretor de Risco de Mercado
8.4. Gestor de Processos
8.5. Tecnologia da Informação
8.6. Auditoria Interna
9. Alçadas
10. Políticas, Normas e Procedimentos Relacionados.
11. Principais Regulamentações Associadas
1. Definição
O Conselho Monetário Nacional, por intermédio da Resolução nº 3.464/07 estabeleceu a implantação da estrutura de Risco de Mercado. Dessa forma é importante que o público externo tenha acesso as principais diretrizes, conceitos, políticas e procedimentos, e responsabilidades adotadas pelo Conglomerado Pine no gerenciamento de Risco de Mercado, tendo em vista as melhores práticas de Governança Corporativa discutidos pelos documentos emitidos pelo Acordo da Basiléia II e em consonância com as melhoras práticas adotadas no mercado financeiro nacional.
2. Objetivo
Este documento tem o objetivo de apresentar as diretrizes, conceitos e os procedimentos adotados no gerenciamento de Risco de Mercado bem como as atribuições e responsabilidades desenvolvidas pela Área de Risco de Mercado, estrutura independente que foi criada para atender os requisitos exigidos.
3. Conteúdo
3.1 Abrangência e vigência
O documento contém as definições de Risco de Mercado e seus principais Fatores de Riscos Primários, a forma como o Risco de Mercado é avaliado, as Políticas que determinam as principais diretrizes as serem seguidas no monitoramento dos riscos assumidos, bem como demonstram em linhas gerais como o processo de gestão de Risco de Mercado é realizado e a estrutura organizacional com suas as atribuições e responsabilidades.
A política e os procedimentos definidos neste documento entrarão em vigor na data de sua aprovação pela administração do Conglomerado Pine.
3.2 Público-alvo e responsabilidade
As informações constantes neste documento se aplicam a todas as áreas e funcionários envolvidos no gerenciamento de Risco de Mercado do Conglomerado Pine bem como proporcionar ao público externo uma visão geral do processo de gestão de Risco de Mercado do Conglomerado Pine.
3.3 Manutenção documento
A responsabilidade pela manutenção e atualização da Política é da Gerência de Risco de Mercado, ao menos uma vez ao ano ou de forma tempestiva em função de algum evento extraordinário.
3.4 Registro da qualidade
Todas as versões deste Normativo de Risco de Mercado devem ser arquivadas pela área de Compliance pelo prazo mínimo de cinco anos a partir de sua data de alteração.
4. Conceitos
4.1 Definição de Risco de Mercado
Riscos de Mercado estão ligados a possíveis perdas monetárias em função de flutuações de variáveis que tenham impacto em preços e taxas negociadas nos mercados. As oscilações de variáveis financeiras, como preços de insumos e produtos finais, índices de inflação, taxas de juros e taxas de câmbio, geram potencial de perda para praticamente todas as empresas e, portanto, representam fatores de risco financeiro.
Basicamente, pode-se dizer que o Risco de Mercado que uma instituição está exposta deve-se ao conjunto de três fatores: a exposição – valor exposto ao risco, a sensibilidade – o impacto em função da flutuação de preços e a variação – a magnitude da variação de preços. Nota-se, dentre os fatores, que a exposição e sensibilidade são fatores controláveis pela instituição em função de seu apetite frente aos riscos observados, entretanto, a variação é uma característica do mercado, portanto fora do controle da instituição.
Os riscos de mercado podem ser classificados em diferentes modalidades, como o risco de taxa de juros, risco cambial, risco de preço de commodities e preço de ações. Cada modalidade represente o risco de ocorrerem perdas em função de oscilações na variação em sua respectiva variável.
4.2 Risco de Taxa de Juros
O risco de taxa de juros refere-se ao risco de perdas em função de oscilações observadas nas taxas de juros. Incorrer em risco de taxa de juros é uma situação natural da atividade bancária.
4.3 Risco de Exposição Cambial
O risco cambial refere-se à possibilidade de perdas em decorrência de oscilações nas taxas de câmbio, ou seja, consiste no risco de que o valor de um instrumento financeiro flutue devido a mudanças na taxa de câmbio.
4.4 Risco de Commodities
É o risco devido à oscilação dos preços de produtos físicos (produtos agrícolas, petróleo, metais, etc)
4.5 Risco de Ações
Representa o risco oriundo do movimento de preço de uma ação.
5. Metodologias
5.1 Definição
O Risco de Mercado pode ser avaliado por principais medidas: posições, sensibilidades, testes de estresses, VaR, Backtesting.
5.2 Posições
Para efeito de gestão de risco, o valor de mercado das posições ativas e passivas da instituição, é aquele que representa o real valor econômico, caso as cotações de preços e taxas oscilem.
5.3 Sensibilidades aos fatores de Risco
Para efeito de mensuração, uma vez estabelecida à exposição da instituição, é primordial medir o quanto à posição é sensível à mudança de pontos percentuais na curva tanto prefixada quanto cupom cambial, ou qualquer outra estrutura de taxa de juros.
5.4 Testes de Estresses
Os testes de estresses são ferramentas complementares dos modelos baseados em dados históricos, mas que representam uma ferramenta fundamental na identificação de possíveis eventos que possam, no futuro, impactar negativamente à instituição, incluindo a consideração de cenários de crise (“worst case”), portanto os testes de estresses avaliam os efeitos de oscilações hipotéticas em variáveis financeiras. Com base nos cenários formulados, os ativos da carteira são reavaliados, aferindo-se possíveis mudanças no valor da carteira.
5.5 VaR
A análise do VaR é um termo dado para a prática de análise e quantificação do VaR, baseado nas posições carregadas pelo sistema MAPS, tendo como base as seguinte premissas:
- tempo necessário para manter ou “hedgear” uma posição;
- volume de exposição; e
- resultado da pior flutuação de preço da posição.
5.6 Backtesting
O backtesting é adotado para verificar a precisão de um modelo de mensuração de riscos. No caso do VaR, confrontam-se as perdas máximas previstas pelo modelo com as efetivas perdas incorridas em um determinado período.
6. Políticas
As políticas determinam como o Conglomerado Pine segrega as operações bem como impõe os limites de alavancagem e VaR para as suas carteiras.
6.1 Política de Segregação das Operações
As operações no ambiente sistêmico do Banco Pine são segregadas de acordo com o seu critério de negociação e obedecem as regras estabelecidas pela Basiléia II, operações para negociação (Trading) ou para não negociação (Banking), conceito amplamente utilizado no mercado internacional e tratado pelos modelos contábeis, tais como o americano (USGAAP) e o europeu (IFRS), aonde a classificação das operações negociadas no âmbito da organização, na Carteira de Negociação (Trading), consiste em todas as operações com instrumentos financeiros e mercadorias, inclusive derivativos, detidas com intenção de negociação ou destinadas a hedge de outros elementos da carteira de negociação, e que não estejam sujeitas a nenhuma limitação para a sua negociação.
As operações que fazem parte da carteira de negociação são aquelas praticadas com a intenção de negociações destinadas à revenda ou ainda a obtenção de benefício dos movimentos de preços, efetivos ou esperados, bem como aquelas utilizadas para a realização de arbitragem.
6.2 Política de Marcação a Mercado (MtM)
O cálculo do valor justo (fair value) de um ativo ou passivo pelas condições de mercado é denominado Marcação a Mercado (Mark to Market - MtM). Trata-se de um conceito extremamente relevante, pois a Marcação a Mercado apura o valor de uma carteira caso ela fosse liquidada nas condições de mercado vigentes naquele momento.
Para os ativos de renda fixa, a marcação é realizada através do conceito de fluxo de caixa descontado, também conhecido como valor presente dos recebimentos futuros. As taxas utilizadas para o respectivo desconto são construídas através de técnicas de interpolação, obedecendo-se à característica principal da taxa de cada operação. Para os títulos pós-fixados, são utilizados os indexadores até a última data divulgada ou conhecida.
No cálculo da marcação a mercado, os preços, taxas, cotações e indexadores são obtidos em diversas fontes, como Andima, BM&F, Cetip, Bloomberg, Reuters, Administradoras de Fundos, Bovespa, etc.
Para os Produtos em que haja a divulgação de preços para os respectivos vencimentos, utilizam-se os mesmos sem nenhum tratamento. Para os casos em que isto não se aplica, utiliza-se a Marcação a Modelo.
Para as Opções em que não são divulgados os preços, utiliza-se o método de Black-Scholes para a obtenção dos mesmos.
Desta forma, a metodologia utilizada compreende avaliar o valor presente do Produto, utilizando-se:
Primeiramente, preços e taxas de mercados divulgados por fontes externas e,
Em segundo lugar, através do desconto do Valor Futuro pelas Taxas de Mercado divulgadas para o vencimento do Produto ou obtidas pelo método de interpolação ou extrapolação, linear ou exponencial.
De modo geral, não há instrumentos de baixa liquidez na carteira de Negociação. Caso venha surgir algum produto que apresente baixa liquidez, será Marcado a Modelo e/ou poderá ser avaliado para reclassificação da Carteira de Trading para a Carteira Banking.
7. Processo de Gestão
Considerando que os riscos podem acarretar grandes perdas para uma organização, entende-se que devem ser monitorados cuidadosamente. Diante da complexidade dos riscos financeiros hoje existentes, há necessidade de que as instituições financeiras, em especial, possuam sofisticados sistemas de gestão de riscos. Portanto, de acordo com as normatizações mais recentes, os sistemas de gestão devem desempenhar a função de identificação, mensuração, análise, divulgação e monitoramento dos riscos assumidos, principalmente para atender as necessidades atuais de capital.
7.1 Gerenciamento
O gerenciamento de riscos é definido como a atividade natural da divulgação de informações pertinentes às exposições assumidas que podem gerar risco. A clara evidenciação demonstra a capacidade da administração para gerenciar tais riscos de forma que eles não ameacem a estabilidade ou a viabilidade da instituição. Adicionalmente, os órgãos regulatórios têm exigido um melhor “disclosure” bem como exige capital mínimo em função dos riscos assumidos.
A seguir, demonstra-se um macro fluxo do processo de gerenciamento de Risco de Mercado do Banco Pine:
7.2 Identificação do Risco
Um dos pilares do gerenciamento de Risco é a identificação. Dessa forma a estrutura de gerenciamento de Risco de Mercado torna-se instrumento essencial e capaz de identificar e avaliar seus riscos, nas diversas transações financeiras que a instituição executa com os seus clientes e também naqueles novos produtos que se pretende lançar para atendimento de uma demanda específica.
7.3 Mensuração do Risco
Um sistema de gestão de riscos envolve diversos elementos, como políticas de segregação de operações, utilização de derivativos, procedimentos de controle, modelos de gestão, comitês e sistemas. Dessa forma, os dados disponibilizados devem constantemente ser objetos de análise para averiguação do grau de aderência dos mesmos frente aos conceitos e metodologias aprovadas pelo Banco Pine.
7.4 Análise do Risco
Informações quantitativas sobre as possibilidades de perda (Ex: VaR) e informações qualitativas sobre os riscos inerentes as atividades realizadas pelo Banco Pine são consideradas essenciais para que o mercado possa avaliar a eficiência da administração e a suscetibilidade do banco a alterações nas condições de mercado. Portanto, como importante ferramenta para identificação de riscos potenciais para o Banco Pine, a área de Risco de Mercado realiza simulações com o objetivo de identificar concentrações de riscos ou tendências no perfil do risco da instituição.
7.5 Relatórios de Risco
Os relatórios de Risco são ferramentas essenciais para a divulgação das informações relativas as figuras de Riscos, sendo que sua formatação e frequência são definidas de acordo com as exigências dos órgãos reguladores locais e aquelas especificadas pelo Comitê de Risco, Tesouraria, Controladoria e Alta Administração do Banco Pine.
7.6 Limites de Risco
Os limites de riscos são definidos pelo Comitê de Riscos e acompanhados diariamente pela Área de Risco de Mercado.
7.7 Monitoramento de Risco
O monitoramento de Risco de Mercado tem como função a identificação de riscos potenciais em função de movimentos de fatores de mercado ou de concentração de riscos.
8. Estrutura da Área de Risco de Mercado
A estrutura organizacional para o gerenciamento de Risco de Mercado do Banco Pine, conforme Resolução 3464/07 é a seguinte:
Os papéis e responsabilidades das áreas, que compõem a estrutura de gerenciamento de risco de mercado, quanto a tarefa de implementar o processo de identificação, avaliação e controle do risco de mercado é descrita brevemente:
8.1 Conselho de Administração:
- Aprovar a política, a estrutura organizacional e o modelo de gestão de risco de mercado; e
- Aprovar dos Limites encaminhados pelo Comitê de Tesouraria.
8.2 Comitê de Tesouraria
- Fazer a gestão de Risco de Mercado da Instituição;
- Avaliar de forma periódica os riscos e potenciais impactos;
- Aprovar as metodologias e ferramentas de medição;
- Assessorar o Conselho de Administração;
- Definir os cenários de risco em situação normal e de estresse; e
- Validar e os processos e modelos utilizados para a efetiva gestão de risco de mercado.
O Comitê de Tesouraria é composto pelo Presidente, Vice-Presidentes, Diretor e Superintendente da Tesouraria bem como pelos gestores de Risco de Mercado.
8.3 Diretor de Risco de Mercado
- Administrar a estrutura de gerenciamento de risco de mercado da Instituição;
- Avaliar periodicamente os dos riscos e potencias impactos;
- Aprovar as metodologias e ferramentas de medição;
- Avaliar o cumprimento da Política de Risco de Mercado; e
- Acompanhar o processo de atualização normativa, relativo ao órgão regulador.
8.4 Gestor de Processos
- Identificar e monitorar os riscos existentes no processo de gerenciamento de risco de mercado;
- Implantar e implementar o processo normativo na área;
- Monitorar os limites e demais fatores desencadeantes de riscos;
- Participar do processo de introdução de novos produtos e seus impactos na matriz de risco da instituição;
- Disponibilizar metodologias e modelos que sejam adequados para a identificação, avaliação e controle dos riscos de mercado oriundos de operações fechadas pelas áreas de negócios; e
- Realizar testes de avaliação dos sistemas de controle de risco de mercado.
8.5 Tecnologia da Informação
- Avaliação dos sistemas utilizados ao gerenciamento de risco de mercado; e
- Garantia da entrega das informações via interfaces dos sistemas legados e/ou fontes de informação para o sistema de Risco de Mercado.
8.6 Auditoria Interna
- Adicionar valor e melhorar as operações do Conglomerado Pine, por meio de atividade independente e objetiva, que presta serviços de avaliação e de consultoria; e
- Auxiliar o Conglomerado Pine a alcançar seus objetivos por meio de uma abordagem sistemática e disciplinada para a avaliação e melhoria da eficácia dos processos de gerenciamento de risco, controle e governança corporativa.
9. Alçadas
A alçada para alteração e aprovação de Políticas, Procedimentos e Metodologias é do Comitê de Tesouraria.
10. Políticas, Normas e Procedimentos Relacionados.
- Política de Gestão de Risco de Mercado;
- Política de Marcação a Mercado (MtM); e
- Política de Segregação de Carteira de Negociação e Não Negociação.
11. Principais Regulamentações Associadas
Segue um sumário das principais regulamentações referente ao gerenciamento de Risco de Mercado:
| Norma | Entrada em Vigência | Conteúdo |
| Resolução 3.464/07 | 30 de junho de 2.008 | Dispõe sobre a implementação de estrutura de gerenciamento do risco de mercado |
| Circular 3.354/07 | 27 de junho de 2.007 | Estabelece critérios mínimos para a classificação de operações na carteira de negociação, conforme Resolução nº 3.464, de 26 de junho de 2.007 |