Governança Corporativa

Códigos e Políticas

O Conselho Monetário Nacional, por intermédio da Resolução nº. 3.464/07, determinou às Instituições Financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil a implementação de uma estrutura de gestão de risco de mercado. Este documento tem o objetivo de apresentar a estrutura e o funcionamento da gestão de riscos de mercado, de forma a garantir seu funcionamento no Conglomerado PINE.
Conglomerado PINE.
Norma
Entrada em Vigência
Resolução CMN nº. 3.464 de 26 de junho de 2007
Dispõe sobre a implementação de estrutura de gerenciamento do risco de mercado.
Circular BACEN nº 3.399 de 23 de julho de 2008 Dispõe sobre a remessa de informações diárias referente ao total de exposição em ouro, em moeda estrangeira e em operações sujeitas à variação cambial e às parcelas relativas ao risco de mercado do Patrimônio de Referência Exigido (PRE), de que tratam as Resoluções nºs 3.488 e 3.490, ambas de 2007.
Circular BACEN nº 3.429 de 14 de janeiro de 2009 Estabelece procedimentos para a remessa de informações relativas às exposições ao risco de mercado e à apuração das respectivas parcelas do Patrimônio de Referência Exigido (PRE), de que tratam as Resoluções nºs 3.464 e 3.490, ambas de 2007.
Circular BACEN nº. 3.642 de 4 de março de 2013 Altera as Circulares ns. 3.354, de 27 de junho de 2007, 3.398, de 23 de julho de 2008, e 3.429, de 14 de janeiro de 2009, que dispõem sobre classificação de operações na carteira de negociação e remessa de informações para as cooperativas que apuram o montante dos ativos ponderados pelo risco na forma simplificada (RWARPS), conforme estabelecido na Resolução nº 4.194, de 1º de março de 2013.
Resolução CMN nº. 4.192 de 1º de março de 2013 Dispõe sobre a metodologia para apuração do Patrimônio de Referência (PR).
Resolução CMN nº.  4.193 de 1º de março de 2013 Dispõe sobre apuração dos requerimentos mínimos de Patrimônio de Referência (PR), de Nível I e de Capital Principal e institui o Adicional de Capital Principal.
Circular BACEN nº 3.634 de 4 de março de 2013 Estabelece os procedimentos para o cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA) referente às exposições sujeitas à variação de taxas de juros prefixadas denominadas em real cujo requerimento de capital é calculado mediante abordagem padronizada (RWAJUR1), de que trata a Resolução nº 4.193, de 1º de março de 2013.
Circular BACEN nº 3.635 de 4 de março de 2013 Estabelece os procedimentos para o cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA) referente às exposições sujeitas à variação da taxa dos cupons de moedas estrangeiras cujo requerimento de capital é calculado mediante abordagem padronizada (RWAJUR2), de que trata a Resolução nº 4.193, de 1º de março 2013.
Circular BACEN nº 3.636 de 4 de março de 2013 Estabelece os procedimentos para o cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA) referente às exposições sujeitas à variação da taxa dos cupons de índices de preços cujo requerimento de capital é calculado mediante abordagem padronizada (RWAJUR3), de que trata a Resolução nº 4.193, de 1º de março 2013.
Circular BACEN nº 3.637 de 4 de março de 2013 Estabelece os procedimentos para o cálculo da
parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA)
referente às exposições sujeitas à variação da taxa
dos cupons de taxa de juros cujo requerimento de
capital é calculado mediante abordagem padronizada (RWAJUR4), de que trata a Resolução nº 4.193, de 1º de março de 2013.
Circular BACEN nº 3.638 de 4 de março de 2013 Estabelece os procedimentos para o cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA) referente às exposições sujeitas à variação do preço de ações cujo requerimento de capital é calculado
mediante abordagem padronizada RWAACS), de que trata a Resolução nº 4.193, de 1º de março 2013.
Circular BACEN nº 3.639 de 4 de março de 2013 Estabelece os procedimentos para o cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA), referente às exposições sujeitas à variação dos preços de mercadorias (commodities) cujo requerimento de capital é calculado mediante abordagem padronizada (RWACOM), de que trata aResolução nº 4.193, de 1º de março de 2013.
Circular BACEN nº 3.641 de 4 de março de 2013 Estabelece os procedimentos para o cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA) referente às exposições em ouro, em moeda estrangeira e em ativos sujeitos à variação cambial cujo requerimento de capital é calculado mediante abordagem padronizada (RWACAM), de que trata a Resolução nº 4.193, de 1º de março de 2013.
Resolução CMN nº. 4.278 de 31 de outubro de 2013 Altera e revoga disposições da Resolução nº 4.192, de 1º de março de 2013, que dispõe sobre a metodologia para apuração do Patrimônio de Referência (PR).
Resolução CMN nº. 4.281 de 31 de outubro de 2013 Altera dispositivos da Resolução nº 4.193, de 1º de março de 2013, que dispõe sobre a apuração dos requerimentos mínimos de Patrimônio de Referência (PR), de Nível I e de Capital Principal e institui o Adicional de Capital Principal.
Circular BACEN nº. 3.686 de 29 de novembro de 2013 Revoga o art. 2º da Circular nº. 3.642 de 4 de março de 2013.
Circular BACEN nº. 3.687 de 6 de dezembro de 2013 Altera a Circular nº 3.429, de 14 de janeiro de 2009, que estabelece procedimentos para a remessa de informações relativas às exposições ao risco de mercado e à apuração das respectivas parcelas do Patrimônio de Referência Exigido (PRE), de que tratam as Resoluções ns. 3.464, de 26 de junho de 2007, e 3.490, de 29 de agosto de 2007, para adequá-la ao disposto nas Resoluções ns. 4.192 e 4.193, ambas de 1º de março de 2013, e para eliminar a obrigatoriedade de remessa ao Banco Central do Brasil das informações relativas ao consolidado econômico-financeiro.
Carta-Circular BACEN nº. 3.627 de 27 de dezembro de 2013 Dispõe sobre os procedimentos para a remessa das informações diárias referentes ao total de exposição em ouro, em moeda estrangeira e em operações sujeitas à variação cambial e à apuração das respectivas parcelas no cálculo dos requerimentos mínimos de Patrimônio de Referência (PR), de Nível I e de Capital Principal e de Capital Adicional, de que tratam as Resoluções ns. 3.488, de 29 de agosto de 2007, e 4.193, de 1º de março de 2013, e a Circular nº 3.399, de 23 de julho de 2008, e dá outras providências.
Carta-Circular BACEN nº. 3.628 de 27 de dezembro de 2013 Dispõe sobre os procedimentos para a remessa das informações relativas às exposições ao risco de mercado e à apuração das respectivas parcelas no cálculo dos requerimentos mínimos de Patrimônio de Referência (PR), de Nível I e de Capital Principal e de Capital Adicional, de que trata a Circular nº 3.429, de 14 de janeiro de 2009, com a redação dada pela Circular nº 3.687, de 6 de dezembro de 2013.
Carta Circular 3.711, de 15 de Junho de 2015 Altera as Instruções de preenchimento dos documentos de códigos 2061 e 2071 - Demonstrativo de Limites Operacionais (DLO), de que tratam as Cartas Circulares nº 3.663, de 27 de junho de 2014, e 3.681, de 24 de novembro de 2014.
Carta Circular 3.663, de 27 de Junho de 2014 Altera as Instruções de preenchimento dos documentos de códigos 2061 e 2071 - Demonstrativo de Limites Operacionais (DLO), de que tratam as Cartas Circulares nº 3.663, de 27 de junho de 2014, e 3.681, de 24 de novembro de 2014.
Carta Circular 3.706, de 05 de maio de 2015 Dispõe sobre os procedimentos para a remessa de informações sobre a apuração da Razão de Alavancagem (RA), de que trata a Circular nº 3.748, de 27 de fevereiro de 2015, e altera as Instruções de preenchimento do documento de código 2061 - Demonstrativo de Limites Operacionais (DLO) e a Carta Circular nº 3.663, de 27 de junho de 2014.
Circular BACEN nº. 3.748 de 27 de fevereiro de 2015 Dispõe sobre a metodologia para apuração da Razão de Alavancagem (RA), remessa ao Banco Central do Brasil e divulgação das respectivas informações.

4.1. Abrangência e Vigência

Esta política descreve as principais iniciativas de Risco de Mercado de acordo com a Política Global de Risco do Conglomerado PINE, além de estar em linha com os documentos emitidos pelo Acordo da Basiléia II e em consonância com as melhores práticas do mercado financeiro. Destacam-se a estrutura organizacional, os sistemas envolvidos no monitoramento do Risco de Mercado, as metodologias e os relatórios de acompanhamento das posições do Conglomerado PINE.  

4.2. Cumprimento e Sanções

O cumprimento da Política e procedimentos de Gestão de Riscos de Mercado será monitorado pelas áreas de Compliance e Auditoria Interna. Adicionalmente, o cumprimento da Resolução 3.464/07 será monitorado pelo Banco Central do Brasil e, o não cumprimento da mesma, poderá acarretar em sanções ao Conglomerado PINE. A política deve garantir que os riscos de mercado são identificados, mensurados, gerenciados e tratados/assumidos em concordância com os objetivos e as normas estabelecidas pela instituição, política esta que deve ser aprovada pelo Comitê de Tesouraria ou Comitê de Riscos.

4.3. Gestão de Riscos de Mercado

A estrutura organizacional revela o compromisso do Conglomerado PINE com as melhores práticas de Governança Corporativa e o alinhamento com as recomendações dos organismos internacionais e disposições legais dos órgãos reguladores. Cabe ressaltar, que essa política tem por base os requerimentos exigidos pela Resolução nº 3.464/07 do Conselho Monetário Nacional - CMN e demais regulamentações vigentes. Apresentam-se a seguir as principais diretrizes da Gestão de Risco de Mercado, do ponto de vista dos princípios da Governança Corporativa.
 
 
O Conglomerado PINE, de acordo com a regulamentação exigida, designou um diretor responsável pela estrutura de Risco de Mercado, bem como pela disseminação dos conceitos e metodologias dentro da Instituição, cujo nome está registrado junto ao Banco Central do Brasil. A área responsável pelo gerenciamento de Risco de Mercado é a Superintendência de Risco de Mercado e Liquidez que atua de forma independente das áreas de negócios e tem como responsabilidade principal monitorar e analisar o risco de liquidez oriundo das posições assumidas pelo Conglomerado PINE vis a vis o apetite ao risco definido pelo Comitê de Tesouraria e aprovado pelo Conselho de Administração do Conglomerado PINE. A gestão de Risco de Mercado é efetuada diariamente pela área de Risco de Mercado que, calcula o Valor em Risco (VaR), gera os GAPs de descasamento dos fatores primitivos de risco (FPRs), realiza testes de estresse e teste de aderência do modelo utilizado. Os valores são confrontados diariamente com os limites estabelecidos pela Superintendência de Riscos de Mercado & Liquidez e aprovados pelo Comitê de Tesouraria. Todo o cálculo está baseado nos preços de fechamento de mercado, obtidos de diferentes fontes (ANBIMA, Bolsas, BACEN, entre outros). Para os testes de estresse, utilizam-se os cenários de alta e de baixa divulgados pela Bolsa de Mercadorias e Futuros. Poderão ainda serem utilizados alguns cenários definidos pelo Comitê de Tesouraria. O principal sistema utilizado para o controle de risco de mercado é o MAPs (MAPs Risk Management Solutions).  


4.4. Estrutura de Gestão de Risco de Mercado

4.4.1. Processo de Gestão

O gerenciamento de riscos é definido como a atividade natural da divulgação de informações pertinentes às exposições assumidas que podem gerar risco. A clara evidenciação demonstra a capacidade da administração para gerenciar tais riscos de forma que eles não ameacem a estabilidade ou a viabilidade da instituição. O processo de gerenciamento do risco de mercado do Conglomerado PINE é realizado diariamente pela área de Risco de Mercado, que efetua:
  • O apreçamento dos ativos e passivos das carteiras do Conglomerado, conforme metodologia de marcação a mercado (MTM), que pode ser verificada no Manual de Marcação a Mercado do Luna;
  • Cálculo das métricas de gerenciamento de Risco de Mercado.
As métricas de gerenciamento de risco apurados diariamente são: Value at Risk (VaR), análise de sensibilidade, análise de estresse, stop loss (controle de perda máxima). O melhor detalhamento destas métricas de riscos de mercado pode ser verificada no item 4.7 abaixo. Após o cálculo, os valores encontrados são confrontados com os limites vigentes e caso algum limite seja excedido, essa violação é reportada via email à Alta Administração e à Tesouraria, que por sua vez, elabora e reporta plano de ação para reenquadramento do limite. Estando a Alta Administração de acordo com o plano de ação proposto, sua execução é acompanhada pela área de de Riscos de Mercado & Liquidez até o reenquadramento do limite. O procedimento de controle de limites pode ser verificado na Política de Limites de Riscos de Mercado.


4.5. Framework da Gestão de Riscos de Mercado do Conglomerado PINE

O modelo de Framework utilizado pelo Conglomerado PINE está baseado nas melhores práticas do mercado financeiro e nas recomendações emitidas pelos órgãos reguladores.

 

 

  1. Conselho de Administração
Aprovar políticas;
Aprovar diretor responsável e definição da estrutura organizacional para implementação do gerenciamento do risco de mercado;
Aprovar Política de Gestão de Risco de Mercado.
2. Comitê de Riscos
Avaliar estratégias e políticas;
Monitoramento e controle;
Revisão de procedimentos;
Aprovar limites operacionais e cenários de risco de mercado.
3. Comitê de Tesouraria
Se necessário, aprovar limites operacionais e cenários de risco de mercado;
Aprovar limites operacionais e cenários de risco de mercado;
Discutir as estratégias a serem utilizadas na condução das operações do Banco, relacionadas às operações de tesouraria;
Analisar e avaliar o comportamento do mercado financeiro para definição das estratégias.
4. Chief Risk Officer (CRO)
Entender a natureza das exposições a riscos, bem como alterações nesta exposição, de modo a compreender possíveis impactos no valor do Conglomerado PINE, enfatizando que o CRO deve ser independente das áreas tomadoras de risco;
Aprovar a estrutura, Políticas, o Plano e/ou Programa das áreas de gestão de riscos do Conglomerado PINE;
Criar e solicitar a aprovação do Comitê de Risco, bem como do seu regimento interno;
Manter as reuniões periódicas do Comitê de Riscos;
Submeter as aprovações necessárias junto ao Comitê de Risco; e
Solicitar a emissão de Relatório no mínimo anual dos responsáveis pelos riscos no Conglomerado PINE.
5. Superintendência Executiva de Riscos
Controlar e gerir os riscos de crédito, mercado, liquidez.

5.1 Superintendência de Riscos de Mercado & Liquidez

Definição e revisão de limite e cenários de Risco de Mercado;
Acompanhamento e controle;
Apresentação dos riscos de mercado no Comitê de Tesouraria;
Acompanhamento das normas regulatórias e alterações que venham a impactar o processo controle dos riscos de mercado;
Garantir o adequado cumprimento das atividades de gestão de riscos de mercado nas atividades sob sua responsabilidade;
Geração reporte do risco de mercado gerencial e regulatório;
Elaboração de reportes diários Fornecimento das exposições;
Marcação a Mercado;
Controle de Limites Operacionais;
Fornecimento das exposições;
Marcação a Mercado;
Controle de Limites Operacionais.
6. Negócios / Tesouraria
Aplicar Políticas e Limites;
Operar carteira trading e banking seguindo os limites pré-estabelecidos;
Monitoramento de mercado;
Monitoramento dos descasamentos.
7. Auditoria Interna
Inserir no Plano Anual de Auditoria, trabalhos específicos para a estrutura de Gestão de Riscos de Mercado;
Avaliar a efetividade e a eficiência da estrutura de Gestão de Riscos de Mercado e do sistema de controles de Riscos de Mercado;
Aferir o cumprimento Resolução 3.464/07, da política e dos procedimentos relacionados à Gestão de Riscos de Mercado; e
Apoiar o monitoramento da Gestão de Risco de Mercado, em conjunto com a Superintendência Executiva de Riscos e a Superintendência de Riscos de Mercado e Liquidez, avaliando os conceitos e metodologias implantadas e provendo à alta administração uma avaliação independente sobre a sua efetividade.


4.5.1. Identificação do Risco

A estrutura de gerenciamento de Risco de Mercado deve ser capaz de identificar e avaliar osriscos das diversas transações financeiras que a instituição executa com os seus clientes e também daqueles novos produtos que se pretendem lançar para atendimento de uma demanda específica.


4.5.2. Mensuração do Risco

Um sistema de gestão de riscos envolve diversos elementos como: políticas de segregação de carteiras, utilização de derivativos, procedimentos de controle e sistemas. Dessa forma, os dados disponibilizados devem constantemente ser objetos de análise para averiguação do grau de aderência dos mesmos frente aos conceitos e metodologias aprovadas pelo Conglomerado PINE.


4.5.3. Análise do Risco

Informações quantitativas sobre as possibilidades de perda (Ex: VaR) e informações qualitativas sobre os riscos inerentes as atividades realizadas pelo Conglomerado PINE são consideradas essenciais para que o mercado possa avaliar a eficiência da administração e a suscetibilidade do Conglomerado as alterações nas condições de mercado. Portanto, como importante ferramenta para identificação de riscos potenciais para o Conglomerado PINE, a área de Risco de Mercado realiza simulações com o objetivo de identificar concentrações de riscos ou tendências no perfil do risco da instituição.


4.5.4. Relatórios de Risco

Os relatórios de Risco são ferramentas essenciais para a divulgação das informações relativas à exposição a riscos de mercado e utilização de limites, sendo que sua formatação e frequência são definidas de acordo com as exigências dos órgãos reguladores locais e aquelas específicas pelo Comitê de Tesouraria, Tesouraria e Alta Administração do Conglomerado PINE. Os principais relatórios distribuídos pela área de Risco de Mercado são:
  • Relatório Gerencial Diário de Risco de Mercado;
  • Relatório Regulatório Diário de Risco de Mercado (DDR);
  • Relatório Regulatório Mensal de Risco de Mercado (DRM).


4.5.5. Limites de Risco

Os limites de Risco são aprovados pelo Comitê de Riscos, e caso necessário pelo Comitê de Tesouraria, e devem ser acompanhados diariamente pela área de Risco de Mercado.


4.5.6. Monitoramento de Risco

O monitoramento de Risco de Mercado tem como função a identificação de riscos potenciais em função de movimentos de fatores de mercado ou de concentração de riscos.


4.5.7. Sistemas de Risco

O risco de Mercado é calculado e controlado com base nos seguintes sistemas:
  • MAPS: Sistema para Cálculo de Risco de Mercado.


4.6. Comunicação

A comunicação dos valores apurados é realizada diariamente por e-mail, através do envio dos relatórios de Risco de Mercado que demonstram os enquadramentos e as violações dos limites estabelecidos. A comunicação segue as instruções contidas na Política de Limites. Os mapas são diariamente distribuídos para a Alta Administração do Conglomerado, para a Tesouraria bem como para a Auditoria Interna.


4.7. Conceitos e Metodologias de Avaliação dos Riscos de Mercado

4.7.1. Critérios de Classificação de Operações

É importante destacar a exigência regulatória introduzida pelo BACEN, através da edição da Resolução CMN nº 3.464/07 sobre a divisão das operações entre carteira de negociação e não negociação, conceitos este amplamente utilizado no mercado internacional e tratado pelos modelos contábeis, tais como o americano (USGAAP) e o europeu (IFRS), aonde as operações negociadas no âmbito da organização, na Carteira de Negociação, consiste em concentrar todas as operações com instrumentos financeiros e mercadorias, inclusive derivativos, detidos com intenção de negociação ou destinadas a hedge de outros elementos da carteira de negociação, e que não estejam sujeitas a nenhuma limitação para a sua negociação. Basicamente, segundo a Circular BACEN nº 3.354/07, as operações que fazem parte da carteira de negociação, são aquelas praticadas com a intenção de negociações destinadas à revenda, a obtenção de benefícios dos movimentos de preços, efetivos ou esperados, ou ainda aquelas utilizadas para a realização de arbitragem. Para melhor visualização do procedimento de segregação de operações, verificar a Política de Segregação de Operações nas Carteiras de Negociação e Não Negociação, disponível na Intranet do PINE.


4.7.2. Mark-to-Market – MTM (Marcação a Mercado)

O objetivo da marcação a mercado (Mark to Market) é tornar o apreçamento dos ativos e passivos contidos na carteira do Conglomerado PINE o mais transparente possível, visando à proteção dos acionistas das exposições e práticas de apuração e registro pouco claros. As metodologias de apreçamento utilizadas para os diferentes instrumentos financeiros pode ser verificada no Manual de Marcação a Mercado do Luna.


4.7.3. Metodologias de Avaliação dos Riscos de Mercado

São utilizadas diferentes metodologias, de forma complementar entre elas, de avaliação dos riscos de mercado, descritas a seguir.
  • Value at Risk – VaR (Valor em Risco): o VaR mede a perda esperada através de um horizonte dado sob condições normais de mercado a um dado nível de confiança. O modelo utilizado é o paramétrico, com o algoritmo EWMA para o cálculo da volatilidade dos ativos (fator de decaimento =0,94), nível de confiança de 99% e horizonte de tempo de 1 dia.
  • Análise de Sensibilidade – DV01: a análise de sensibilidade mede a variação do valor de mercado das carteiras indexadas a taxa de juros a uma variação 1 ponto-base (DV01) nas curvas de juros.
  • Análise de Sensibilidade – Opções (gregas): a análise de sensibilidade as gregas mede a variação do valor de mercado da carteira de opções, para a variação dos principais inputs de mercado e suas derivadas, tais como: o valor do ativo, da volatilidade do ativo, do tempo (aproximação do vencimento da opção), da taxa de juros livre de risco e da taxa de juros de “desconto” do ativo.
  • Delta equivalente: para as operações indexadas aos ativos do tipo moedas estrangeiras, commodities, ações e índices de bolsa, o delta equivalente representa a posição equivalente nos ativos relacionados e, portanto, a exposição à variação do preço destes ativos.
  • Análise de Estresse: diariamente são efetuados testes de estresse para cada tipo de exposição (juros, moedas, e ações) considerando os cenários divulgados pela BM&F para cada fator de risco. Basicamente, são considerados dois cenários de alta e dois cenários de baixa.
  • Stop Loss: diariamente é efetuado o controle de perda máxima no mês do resultado gerencial das posições da carteira de negociação (posição proprietária da Tesouraria).


4.7.4. Risco de Crédito de Derivativos

O gerenciamento de risco de crédito de derivativos visa o monitoramento das exposições nos fatores primitivos de risco de mercado (Dólar, CDI, PRÉ, entre outros), oriundas das operações realizadas pela Tesouraria. O risco de crédito para derivativos pode ser traduzido como sendo a probabilidade de perda associada a uma operação realizada com esse tipo de instrumento financeiro. A descrição do processo de gerenciamento de risco de crédito em derivativos pode ser verificado no documento Política de Risco de Crédito de Derivativos.
 

4.7. Limites

Diariamente, após a apuração das métricas de riscos de mercado, seus valores são comparados com os limites pré-estabelecidos. Portanto, os limites controlados diariamente pela Superintendência de Risco de Mercado/Liquidez são:
  • Value at Risk – VaR;
  • Análise de Sensibilidade – DV01 e Gregas;
  • Delta equivalente (equivalente à exposição líquida);
  • Stop Loss.
Os limites são definidos considerando:
  • Os ativos presentes nas carteiras do Conglomerado;
  • Os fatores primitivos de risco que podem provocar impacto nos resultados das respectivas carteiras.
Os processos de gerenciamento dos limites são rigorosos, sendo sempre documentado e arquivado para o trabalho e/ou consulta das auditorias internas e externas, com a identificação do responsável pelo desenquadramento do limite e decisões que foram tomadas pelo Comitê de Tesouraria.
 

4.8. Plano de Continuidade do Negócio (PCN)

É o planejamento e a realização de ações que têm o objetivo de assegurar a continuidade das operações e dos processos de negócio da organização, na eventualidade de uma indisponibilidade prolongada dos recursos (equipamentos, sistemas computacionais, instalações físicas, pessoas e informações) que dão suporte à realização das mesmas. O Conglomerado PINE, por meio de suas áreas de Segurança da Informação, Tecnologia da Informação, Recursos Humanos, Serviços e Patrimônios, Compliance e Risco Operacional, definiu seu plano de Continuidade de Negócios com o objetivo de gerar, compilar e implantar procedimentos de suporte a continuidade de processos considerados vitais às suas atividades em resposta a condições de indisponibilidade de ativos participantes desses processos. Por meio de uma identificação prévia dos principais processos críticos do Conglomerado PINE, foram desenvolvidas as seguintes ações:

Identificação de ativos considerados críticos para a manutenção dos principais processos de negócio do Conglomerado PINE, a saber:

  • Ativos de Tecnologia da Informação:
    Softwares, hardwares e servidores críticos;
     
  • Ativos de Telecomunicações:
    Transmissão de dados, telefonia e fax;
     
  • Pessoas:
    Funcionários e seus substitutos imediatos que executem atividades consideradas críticas para a continuidade dos negócios;
     
  • Prédios:
    Locais físicos para que as atividades consideradas críticas sejam executadas;
     
  • Suprimentos:
    Fornecimento alternativo de energia elétrica, água, materiais de escritório demais suprimentos mínimos;
     
  • Documentos Físicos:
    Identificação, arquivo e recuperação de documentos críticos;
     
Anualmente o Conglomerado PINE revisa seu Plano de Continuidade de Negócios e, de acordo com novos cenários, adota medidas de adequação. Para maior detalhamento do Plano de Continuidade de Negócios, consultar a área de Segurança da Informação do Conglomerado PINE.
 

4.9. Alçadas

As alçadas estão definidas no item 4.4. – Estrutura de Gestão de Riscos de Mercado.
Esta política está sob responsabilidade da área de Riscos de Mercado & Liquidez.
  • Risco de Mercado & Liquidez;
  • Tesouraria;
  • Compliance;
  • Comitê de Tesouraria (ALCO);
  • Comitê de Riscos; e
  • Conselho de Administração.
  • Política de Segregação de Carteira de Negociação de Não Negociação;
  • Manual de Marcação a Mercado –MtM;
  • Política de Limites;
  • Política de Risco de Crédito de Derivativos.